Síndrome de Pânico

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Hoje,eu fiquei com pena de uma cliente minha...ela deve ter uns vinte e poucos anos...olhar assustado,nervosa,me falou que tinha ido ao neurologista e também a um psiquiatra. Conclusão: Sindrome de Pânico.Fiquei curiosa e quis saber como tudo começara...rapidamente ela me falou que estava em uma festa e de repente teve uma briga...ela se sentiu perdida e só pensava em sair viva dali...
Aos poucos o tumulto foi contido...ela só queria sair daquele lugar...
Depois disso não conseguiu mais ir a nenhuma festa . Até os shows que ela tanto adorava, não vai mais! 
Lembrei que o meu pânico também começou assim...primeiro no carnaval de Olinda. Em pleno domingo, em frente a Prefeitura eu também passei por momentos angustiantes, quando queria sair do empurra -purra e não conseguia.
 Anos depois, o mesmo aconteceu no Carnaval de Salvador...e lá estava eu de novo tentando sair do meio da multidão...Aafffffff  Nunca mais quero passar por isso! Depois tive até raiva de mim, por entender que eu praticamente, acabara com o carnaval dos meus filhos!

O Que é Síndrome de Pânico?

 A síndrome é caracterizada pela presença de ataques de pânico, com sensação de perigo ou morte iminente, podendo surgir palpitações, falta de ar, tremores, náuseas, vômitos, tonturas, zumbidos e muitos outros sintomas. O ataque atinge seu ponto máximo em torno de 10-20 minutos, com reações típicas de luta-ou-fuga, onde a pessoa pode fugir desesperadamente ou permanecer paralisada de terror. As crises cessam espontaneamente após uma ou duas horas, deixando uma sensação de cansaço e “pernas bambas”.
Doentes com Transtorno do Pânico enfrentam problemas difíceis no dia-a-dia, uma vez que as crises ocorrem sem qualquer motivo aparente e podem causar danos irreparáveis no convívio em casa e no trabalho.
A consulta com psicanalista ou psiquiatra é fundamental para estabelecer o diagnóstico, eliminando outras doenças que podem se apresentar com o mesmo quadro.
O Transtorno do Pânico é uma doença crônica, necessitando acompanhamento e tratamento de manutenção para evitar novas crises.



1 comentários:

byClaudioCHS disse... [Responder Comentário]

Medo...
Vontade de dar um grito,
ou calar-se para sempre
De ficar parado, ou correr
De não ter existido
ou deixar de existir (morrer)
Não há razão quando a mente não funciona
(redundante, não?)
Vão extinguindo-se as questões
mesmo sem respostas
Perde-se, neste estágio,
a vontade de saber.
O futuro é como o presente:
É coisa nenhuma, é lugar nenhum.
Morreu a curiosidade
Morreu o sabor
Morreu o paladar
parece que a vida está vencida
Tenho medo de não ter mais medo.
Queria encontrar minhas convicções...
Deus está em um lugar firme, inabalável,
não pode ser tocado pela nossa falta de confiança
Até porque, na verdade, confio nele
O problema é que já não confio em mim mesmo
Não existe equilíbrio para mentes sem governo
A química disfarça, retarda a degradação
mas não cura a mente completamente
E não existem, em Deus, obrigações:
já nos deu a vida, o que não é pouco,
a chuva, o ar, os dias e noites
Curar está nele, mas, apenas retardaria a morte
já que seremos vencidos pelo tempo
(este é o destino dos homens)
e seremos ceifados num dia que não sabemos
num instante que mira nossa vida
e corre rápido ao nosso encontro lentamente
(ou rasteja lento ao nosso encontro rapidamente?)
Sei lá...
Mas não sei se quero estar aqui
para assistir o meu fim
Queria estar enclausurado, escondido...
As amizades que restam vão se extinguindo
e os que insistem na proximidade
são os mesmos que insistirão na distância,
o máximo de distância possível.
A vida continua o seu ciclo
É necessário bom senso
não caia uma árvore velha, podre, sobre as que ainda estão nascendo.
Os que querem morrer deixem em paz os que vão vivendo
Os que querem viver deixem em paz os que vão morrendo
Eu disse bom senso?
Ora, em estado de pânico não se encontra bom senso
nem princípios, nem razão, nem discernimento,
nem força alguma
Torna-se um alvo fácil
condenável pelos que estão em são juízo
E questionam: onde está sua fé?
e respondo: ela estava aqui agora mesmo...
ela não se extingui, mas parece que as vezes se esconde de mim...
o problema é que, quando a mente está sem governo
(falo de um homem enfermo)
é como um caminhão que perde o freio
descendo a serra do mar...
perde-se o contato com a fé e com tudo o que há...
e por alguns instantes (angustiantes)
não encontramos apoio, nem arrimo, nem chão, nem parede, nem mão...
ah... quem dera, quem dera...
que a mão de Deus me sustente neste instante...
em que viver é tão ou mais difícil que conjulgar todos os verbos...
porque sou, neste momento
a pessoa menos confiável para cuidar de mim mesmo...
tenho medo, medo...
medo de perder o medo
de sair da vida pela porta de saída...
medo de perder o medo
de apertar o botão "Desliga"...

http://progcomdoisneuronios.blogspot.com

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