Fitoterápicos que emagrecem

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Com o cerco cada vez mais forte aos inibidores de apetite (sibutramina e os derivados anfetamínicos), a esperança de ter um remédio que auxilie na perda de peso recai sobre os suplementos naturais, feitos de plantas.

O principal problema dos suplementos naturais para emagrecer é que não existem estudos que comprovem a eficácia e segurança da maioria deles. Por isto, o indicado é sempre consultar um médico ou um nutricionista para que ele indique os insumos mais indicados para cada caso.

Confira abaixo os fitoterápicos para emagrecer de acordo com sua classificação.

Extrato de proteína de batata (Slendesta) Parece ter efeitos no aumento da saciedade, ajudando assim a controlar a quantidade de alimentos ingeridos. Esta proteína estimula a secreção de um hormônio chamado colecistocinina (CCK), relacionado a mecanismos reguladores da ansiedade e do apetite. A Anvisa proibiu produtos com extrato de proteína de batata de fazerem propaganda, pois nenhum fitoterápico com esse princípio ativo é registrado na agência.

Camellia sinensis É o chá verde/branco. Potente antioxidante. São muitos os estudos com esta erva, e alguns deles usaram grandes quantidades de chá (cerca de 2 litros/dia). Os resultados demonstraram que o consumo aumenta o gasto energético e a quebra da gordura, promovendo perda de peso corporal. Porém, alguns estudos com extrato de chá verde demonstraram que ele pode causar toxicidade hepática, especialmente quando utilizado em altas doses. Observações clínicas evidenciam perda de apenas 2 a 5% do peso corporal. Este chá é autorizado pela Anvisa como alimento, não como coadjuvante de emagrecimento.

Agar Agar (Cyamopsis tetragonolobus) e pyssilium (Plantago psyllium) São fibras solúveis que absorvem água, aumentando a saciedade e consequentemente causam menor ingestão alimentar. São bem toleradas e ajudam também no controle de colesterol e da glicose sanguínea. Aumentam o bolo fecal e estimulam o funcionamento dos intestinos. A venda é autorizada pela Anvisa, mas para venda como emagrecedor é necessário comprovar sua eficácia, por isso é utilizado como um aditivo de alimentos industrializados

Garcinia cambogia Nativa da Ásia, Austrália, África do Sul e Polinésia, esta erva é conhecida pelos seus efeitos anti-inflamatórios. Parece também ajudar no processo de perda de peso, via seu princípio ativo, o ácido hidroxicítrico (HCA), que inibe o apetite em geral e também por doces, além da produção de gordura pelo organismo. Os estudos publicados não conseguiram comprovar o potencial para a perda de peso. O consumo em excesso ainda pode causar diarreia, cólica, náusea e vômito.

Centella asiática ou Centelha asiática Esse fitoterápico melhora a circulação e é vasodilatador, ele é utilizado em pessoas com problemas circulatórios. Acredita-se que o efeito do produto no sistema circulatório pode ajudar a prevenir e tratar celulites e gorduras localizadas. É um fitoterápico classificado como um produto com ação sobre o aparelho cardiovascular pela Anvisa, apenas para isso a Agência emitiu seu registro, deve ser consumido sob recomendação médica.

Pholiamagra Nome científico Cordia ecalyculata vell ou Cordia salicifolia, também conhecida como Porangaba. Erva usada pelas tribos indígenas do Brasil para tratar diversas condições, desde mordidas de cobras, até perda de peso e controle da fome. A proposta é suprimir o apetite, estimular e queimar gordura localizada, potencializar o sistema imunológico. Tem ação diurética e estimulante. Não existe nenhum estudo clínico sobre a planta. A Pholiamagra é um insumo fitoterápico. Não se trata de um produto acabado ou medicamento registrado na Anvisa, não há nenhum produto na agência registrado com esse insumo.

Esses ingredientes são classificados pela Anvisa como alimentos ou novos alimentos


Fonte: UOL Ciência e Saúde

1 comentários:

Cacá - José Cláudio disse... [Responder Comentário]

Oi, Teresa! Vou lhe dizer uma experiência com remédios emagrecedores. Na minha família tem muita gente gorda e meio gorda que toma ou tomou vários tipos de medicamentos sem nenhum resultado. Fui observar melhor o dia a dia dessas pessoas e constatei que houve uma redução no sentimento de culpa em comer pelo fato de tomarem remédios. Aí, aumentaram a ingestão de alimentos em vez de diminuir colocando no medicamento a responsabilidade toda pelos resultados. No final, aumento de ansiedade, aumento de gordura. Acho que se não reduzirmos a ingestão (quantidade), especialmente de alimentos doces, não há salvação. Grande abraço. Paz e bem.